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Base, Chute e Soco

A ‘’base’’ de pernas para o praticante de Wing Chun deve ser a coisa mais importante a ser considerada. Uma base ruim significa um Wing Chun ruim. De nada adianta se praticar técnicas de luta se a base é fraca e flutuante.


Ao contrario dos demais estilos, a base do Wing Chun é extremamente sólida, mas ao mesmo tempo, rápida e flexível nos passos e movimentações.


Imagine uma grande rocha despencando de uma montanha. Ela é pesada. Despenca com impacto a cada virada, porem, torna-se cada vez mais rápida à medida que se move montanha abaixo. Assim deve ser a base no Wing Chun.


Wing Chun sempre caminha para frente. Em linha reta, ou desviando em forma de triangulo, mas também para frente.


É justamente esta flexibilidade e forte adesão que garante uma precisa penetração na guarda do oponente.


A foto a cima apresenta uma das técnicas utilizadas para o fortalecimento da base no caminhar frontal, para que o praticante consiga projetar e encaixar o quadril corretamente.


O ‘’soco” do Wing Chun é característico pela trajetória em linha reta que faz, bem como pela velocidade e número de repetições, entretanto, se ele não for bem desferido, muito de sua eficiência fica a desejar.


   



A síntese da potência está em se efetuar o golpe com a mesma energia na qual se recolhe o braço para preparar o próximo soco.


Exemplificando, imagine uma porta emperrada. Para abri-la, normalmente utilizamos ambas as mãos. Enquanto uma puxa a maçaneta, a outra empurra a parede, em um movimento de energia rotatória. A força que empurra transfere-se para que puxa, e assim sucessivamente, vice-versa.


Na foto ao lado, pode-se observar o Grão-Mestre Duncan executando exatamente esse movimento.


Toda a potência do “chute” no Wing Chun parte-se do prévio encaixe do quadril, na verdade, quando falamos em técnicas de Wing Chun, falamos sempre em encaixe. Tudo é encaixe. Para defender encaixamos: cotovelos, ombros, quadril e base. Para contra-atacar, os mesmos. Aqui, temos o diferencial de nossa família “Wing Chun”. ‘Energia’ para nós não é algo místico ou abstrato. Energia para nos não é ‘Chi’, que machuca sem tocar. Energia para nós é algo real - sabemos onde encontrá-la, para então, utilizá-la.


Justamente devido a estes encaixes, é que o “Wing Chun” torna-se um sistema de movimentos não muito atraentes do ponto de vista ‘beleza’, porém, extremamente funcional.


Para que se consiga desenvolver o quadril na aplicação de bons chutes, utilizando a explosão através da liberação da energia previamente concentrada no encaixe do quadril, se faz necessário a prática em vários aparelhos específicos para este fim, um deles é o treino com borrachas cirúrgicas (elásticas) utilizadas para desenvolver o equilíbrio, a correta elevação do joelho, e o exato encaixe do quadril.